quarta-feira, 12 de junho de 2013

Em 25 anos, número de fumantes diminui de 31% para 16,8% no Brasil

Com base nos números, calcula-se que pelo menos 420 mil mortes foram evitadas nesse período Foto: Getty Images
Com base nos números, calcula-se que pelo menos 420 mil mortes foram evitadas nesse período
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Segundo o levantamento, se o Brasil não tivesse implementado nenhuma ação de controle do tabaco, a prevalência (percentual de fumantes) em 2010 seria de 31%. Isso significa que aproximadamente uma em cada três pessoas, com 18 anos ou mais, seria fumante. Em 2010, a proporção de tabagistas no país foi estimada em 16,8%. Com base nesses números, calcula-se que pelo menos 420 mil mortes em decorrência do fumo foram evitadas nesse período.
O número de brasileiros que fuma regularmente está em queda. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com a Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, a taxa de tabagismo no País foi reduzida em quase 50% nos últimos 25 anos. O número passou de 31% para 16,8% entre 1985 e 2010.

“O País já alcançou muitos avanços na luta contra o tabagismo, mas o número de casos novos relacionados ao fumo é preocupante. É preciso regulamentar definitivamente a lei dos ambientes 100% livres do tabaco e dar mais um grande passo em prol da saúde dos brasileiros”, afirmou o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.
O sucesso na redução do consumo do tabaco se deve principalmente às leis que restringiram a propaganda e proibiram o fumo em locais fechados. No Estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que a lei Antifumo (nº 13.541/09) contribuiu para reduzir em 9% o número de adeptos do hábito.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Domingo, 23 de Dezembro de 2012

Tabagismo



Considerandos:

A função respiratória é uma das mais, senão “a mais importante” função de um organismo Vivo.
O Pulmão ( Fei ) é o único órgão que capta e oferece ao organismo, elementos do meio exterior/Universo vitais à sua existência como o Oxigénio.
A troca (permuta) gasosa a nível Alveolar no Pulmão, faz-se através de uma membrana – Surfactante – pela qual o O2 penetra no sangue ligando-se à hemoglobina do eritrócito e o CO2 é removido para o exterior.
Esta membrana surfactante, éextraordinariamente sensível e frágil, a Hematose depende da sua perfeita funcionalidade ou seja Integridade, e os seus maiores agressores vêm do exterior, como sejam os componentes do cigarro que a destroem irreversivelmente!

 

Assim o Oxigénio na forma de oxihemoglobina (no eritrócito) é transportado para todas as células do organismo, onde é utilizado para a formação do ATP, energia funcional para o metabolismo de todas as estruturas que realizam trabalho. Este processo de fabrico ocorre na Mitocôndria, organela celular,
e é um processo simples ,mas complexo e cálcio - oxigénio dependente!
Podemos perceber que todas as funções vitais a nível cerebral, cardíaco, intestinal, renal, pulmonar etc.… necessitam do ATP para o seu trabalho intrínseco.
Se a respiração alveolar, não estiver preservada, fica evidente o risco de Hipoxia (baixa de oxigénio a nível celular) e consequente falta de energia e respectivo deficit funcional do órgão ou órgãos em causa.

A nível cerebral vemos a memória a fragilizar-se, dores de cabeça persistentes e cíclicas, zumbidos, tonturas etc. A nível de pele e couro cabeludo, podemos perceber a queda de cabelos, principalmente aqueles que dependem da micro circulação a que primeiramente é atingida…, perda da hidratação da epiderme e das mucosas, inflamação dos brônquios e respectivo aparecimento da tosse vespertina ou nocturna, os sibilos nocturnos, primeiros avisos da formação do enfisema, perda de paladar por queimação constante das papilas gustativas tom de voz mais grave por perda da elasticidade das cordas vocais …

O cansaço fisico é notório por perda da capacidade respiratória e consequente diminuíção de energia muscular ATP, com respiração ofegante no exercício!

Não pretendo senão ajudar todos os que visitam este blogue, com um alerta sobre os efeitos nocivos do cigarro, assunto já sobejamente abordado na sociedade mas como terapeuta e ex-fumante (> a 30 anos) e cessante há 16, desejo dar o meu contributo.

A Reflexologia ou as técnicas de terapia adequadas do Shiatsu podem ajudar todo aquele que deseja parar de fumar , com uma melhor harmonização do seu estado geral, estimulando as defesas pulmonares e suas energias QI específicas, ou o Reflexo bronquiolar no pé, dentre outras abordagens, para por exemplo, melhorar a capacidade de respiração e volumes expiratórios.

As técnicas a utilizar serão adequadas a cada caso em específico, porque cada um de nós, tem um momento e perfil próprio e sempre diferente, será portanto o terapeuta experiente, a poder estabelecer a melhor abordagem em cada caso.
Fica no entanto expresso, que na minha experiência a Podo Reflexologia é um aliado potente na iniciativa e desafio do "deixar de fumar"....

Tabaco

COMPONENTES QUÍMICOS

O princípio activo do tabaco é a nicotina e esta, em preparações como o cigarro, contém 9 – 17 mg/unidade; no charuto, 20 – 50 mg/unidade.
O tabaco, quando queimado, fornece número elevado de substâncias gasosas e partículas sólidas (aproximadamente 4.000), das quais 90% são inaladas por meio de sua fumaça.
As substâncias químicas isoladas do fumo e do condensado do cigarro podem ser classificadas em:

Nicotina e derivados;
Monóxido de carbono (CO);
Alcatrão: composto de substâncias irritantes e cancerígenas:
Substâncias irritantes: acroleina, formaldeido, cetonas, ácido cianídrico, fenóis, etc.
Agentes cancerígenos: benzopireno, formaldeido, níquel, nitrosaminas, acetaldeido e elementos radioativos.

4. Aditivos: nitratos, fertilizantes, inseticidas (DDT), fungicidas, mentol, corantes, etc.
A Nicotina está presente nas folhas de tabaco e é considerada um estimulante, uma vez que excita muitas células cerebrais e excita a atenção. Não chega a ser tão danosa quanto o alcatrão e o monóxido de carbono, mas seu papel é mais traiçoeiro – quando, no esforço para obtê-la, as pessoas acabam inalando monóxido e os sub-produtos do alcatrão. A nicotina provoca contração e acúmulo de gordura (colesterol) nas paredes das artérias, diminuindo a passagem do sangue e, conseqüentemente, predispondo ao derrame cerebral e ao infarto do miocárdio.
O Alcatrão é uma das maiores ameaças à saúde contidas no cigarro, podendo originar vários tipos de câncer. Além disso, suas pequenas partículas destróem os alvéolos, causando sérios problemas respiratórios, como enfisema, por exemplo.
O Monóxido de Carbono (CO) é um gás que passa facilmente dos alvéolos pulmonares para a corrente sangüínea, onde se combina com a hemoglobina (substância do sangue que transporta O2 para os tecidos), forma-se, então, a carboxihemoglobina (COHb), gerando carência de O2 no organismo pela dificuldade da hemoglobina em transportar o oxigênio.
EFEITOS NO ORGANISMO
A absorção da nicotina pelo pulmão é rápida, quase como se fosse administrada na veia, chegando ao cérebro em 8 segundos após a inalacão.
A probabilidade de apresentar-se qualquer doença ligada ao cigarro aumenta com o número de cigarros fumados por dia ou maços por ano. A diferença de efeitos produzidos entre fumantes de cigarro, cachimbo, charutos está provavelmente relacionada ao hábito de tragar, que é menor no cachimbo e charuto; entretanto, nestes últimos é maior o índice de absorção pela mucosa bucal e nasofaríngea, havendo aumento de doenças provenientes nestas áreas.
A. SISTEMA NERVOSO CENTRAL
A nicotina estimula o SNC. Doses apropriadas causam tremores; entretanto, doses elevadas podem levar a convulsões. A forte estimulação do SNC é seguida de depressão respiratória e, em alguns casos, da morte.
A nicotina induz ao vômito por ação central e periférica. A origem central da resposta do vômito é a estimulação do centro do gatilho do vômito.

B- APARELHO CARDIOVASCULAR
A ação deste sistema é exercida especialmente pela nicotina e o monóxido de carbono. A primeira possui efeito constritor em alguns vasos, quando estimula a liberação de substâncias chamadas catecolaminas, que, por sua vez, aumentam a freqüência cardíaca e a pressão arterial.

Já o monóxido de carbono forma a carboxihemoglobina, resultando em deficiência na oxigenação dos tecidos. Em média os fumantes têm cerca de l0% de sua hemoglobina inutilizada, sendo que esta percentagem aumenta para 30% em casos de fumantes que consomem mais de um maço de cigarro por dia. Vale ainda mencionar que o nível de 60% de hemoglobina inutilizada é letal.

A vida média da carboxihemoglobina é de 4 horas. Caso o indivíduo deixe de fumar por 24 horas, o nível de carboxihemoglobina aproximar-se-á de zero. Assim, 24 horas sem fumar correspondem a uma transfusão de cerca de um litro de sangue.

A aceleração do ritmo cardíaco, a elevação da pressào arterial, e a hipóxia continuada obrigam o coração do fumante a exercer maior trabalho, em piores condições.

O fumo também aumenta o colesterol total, contribuindo para o desenvolvimento da arterosclerose. Nos EUA o cigarro é a principal causa de doenças coronarianas. Aproximadamente 20% das 500.000 mortes por doenças do coração ocorridas a cada ano são atribuídas ao cigarro. O cigarro ainda é uma importante causa de doenças vasculocerebrais, respondendo por cerca de l8% das l50.000 mortes por derrames cerebrais a cada ano.

C. APARELHO RESPIRATÓRIO
O fumo do cigarro causa broncoconstrição e esse efeito dura em média uma hora; em asmáticos, tal efeito é ainda maior. Além disso, a irritação da mucosa estimula a produção de muco; o fumo também imobiliza os cílios, diminuindo a sua função defensora, uma vez que há a intoxicação por meio de substâncias como a acroleína. Estes efeitos aumentam o risco de infeção – o que explica a grande incidência de casos de bronquite em fumantes. Finalmente, o fumo predispõe à enfisema pulmonar, o que é irreversível.
O tabagismo é o fator isolado mais importante para o desenvolvimento do câncer de pulmão (90% do casos).

As substâncias contidas e liberadas pela queima do cigarro, provocam inflamação continuada da parede brônquica, perda dos cílios, hipertrofia das glândulas, fibrose e estreitamento da luz dos brônquios. Estes processos caracterizam a bronquite crônica. A dilatação dos alvéolos, acompanhada da ruptura dos septos, proporciona a instalação do enfisema pulmonar, bem como dificuldade de expiração do ar, o que virá a acarretar, por sua vez, doença pulmonar obstrutiva, entre outros efeitos.

F. OUTRAS ALTERAÇÕES
Disposição ao câncer de: laringe (há a probabilidade deste tipo de câncer manifestar-se sete vezes mais que o comum), cavidade oral, esôfago; bem como para o câncer de: bexiga , rim e pâncreas;
Disposição à gastrite aguda e a úlceras pépticas;
http://reflexologia-vozdaalma.blogspot.com.br/2012/12/tabagismo-aspectos-nocivos.html

Cigarro não combina com a saúde.

29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

Cigarro não combina com a saúde do planeta. Nem com a sua.
Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxidade que várias pessoas fumando deixam no nosso Planeta.

O que é Tabagismo?

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).
O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa "Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da Convenção para o Controle do Tabaco, idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.

Tratamento de Tabagismo

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.
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 1. Dos sintomas da síndrome de abstinência
Quando o fumante para de fumar, pode apresentar alguns sintomas desagradáveis, tais como: dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência da nicotina, porém, não acontecem com todos os fumantes que param de fumar. Quando acontecem, tendem a desaparecer em uma a duas semanas (alguns casos podem chegar a 4 semanas).
Alguns dos sintomas, como dor de cabeça, tonteira e tosse são sinais do restabelecimento do organismo sem as 4.720 substâncias da fumaça do cigarro.
O sintoma mais intenso, e mais difícil de se lidar é a chamada "fissura" (grande vontade em fumar). É importante saber que a "fissura" geralmente não dura mais que 5 minutos, e tende a ficar mais tempo que os outros sintomas. Porém, ela vai reduzindo gradativamente a sua intensidade e aumentando o intervalo entre um episódio e outro.
2. Da recaída
A recaída se caracteriza pelo retorno ao consumo de cigarros após parar de fumar, e não deve ser encarada como fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar. Dê várias chances a você... até conseguir.
Muitos fumantes que deixaram de fumar fizeram, em média, de 3 a 4 tentativas até parar definitivamente.
3. De engordar
Se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando. De qualquer forma, procure não comer mais do que de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos naturais e de baixa caloria, frutas, verduras, legumes etc. Atividade física também ajuda no controle do peso. Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. No início, evite café e bebidas alcoólicas, pois eles estimulam a vontade de fumar.
O mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.

Escolha um método para deixar de fumar

Método de Parada Imediata: neste método você marca uma data em que deixará de fumar , independente do número de cigarros fumados diariamente. Quando chegar o diaescolhido, você não deverá ter cigarros, porque essa medida diminuirá os riscos de, diante de uma forte vontade de fumar, você acender o cigarro por tê-lo perto.
Parada Gradual: reduzindo o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros por dia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais.

Complicações possíveis

A presença de cerca de 4.720 substâncias presentes na fumaça dos derivados do tabaco, faz com que o tabagismo seja responsável por aproximadamente 50 doenças Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam que o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes.
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Está comprovado que o tabagismo é responsável por:
·         200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora)
·         25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio
·         45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos
·         85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica)
·         90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos)
·         25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral)
·         30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).
As mais recentes estimativas mundiais sobre câncer, divulgadas pelo GLOBOCAN 2008 , apontam 12,7 milhões de casos novos e 7,6 milhões de óbitos por câncer no mundo. O tipo com maior mortalidade foi o câncer de pulmão (1,3 milhão de mortes).

Outras doenças relacionadas ao tabagismo:

·         hipertensão arterial
·         aneurismas arteriais
·         úlcera do aparelho digestivo
·         infecções respiratórias
·         trombose vascular
·         osteoporose
·         catarata
·         impotência sexual no homem
·         infertilidade na mulher
·         menopausa precoce
·         complicações na gravidez.

 

Perguntas frequentes

Por que cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé fazem mal à saúde?

Todos esses derivados do tabaco, que podem ser usados nas formas de inalação (cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha), aspiração (rapé) e mastigação (fumo-de-rolo), são nocivos à saúde. No período de consumo destes produtos são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioativas (que causam câncer).

Quais os derivados do tabaco mais agressivos à saúde e como agem?

A fumaça do cigarro possui uma fase gasosa e uma particulada. A fase gasosa é composta por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleína, entre outras substâncias. Algumas produzem irritação nos olhos, nariz, garganta e levam à paralisia dos movimentos dos cílios dos brônquios. A fase particulada contém nicotina e alcatrão, que concentra 48 substâncias cancerígenas, entre elas arsênico, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, além de resíduos de agrotóxicos aplicados nos produtos agrícolas e substâncias radioativas.

Como o cigarro atua quimicamente no organismo?

A fumaça do tabaco, durante a tragada, é inalada para os pulmões, distribuindo-se para o sistema circulatório e chegando rapidamente ao cérebro, entre 7 e 9 segundos. Além disso, o fluxo sangüíneo capilar pulmonar é rápido, e todo o volume de sangue do corpo percorre os pulmões em um minuto. Dessa forma, as substâncias inaladas pelos pulmões espalham-se pelo organismo com uma velocidade quase igual a de substâncias introduzidas por uma injeção intravenosa.

O que causa a dependência do cigarro?

A nicotina, que é encontrada em todos os derivados do tabaco (charuto, cachimbo, cigarro de palha, etc) é a droga que causa dependência. Esta substância é psicoativa, isto é, produz a sensação de prazer, o que pode induzir ao abuso e à dependência. Por ter características complexas, a dependência à nicotina é incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde - CID 10ª revisão. Ao ser ingerida, produz alterações no Sistema Nervoso Central, modificando assim o estado emocional e comportamental dos indivíduos, da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool.
Depois que a nicotina atinge o cérebro, entre 7 a 9 segundos, libera várias substâncias (neurotransmissores) que são responsáveis por estimular a sensação de prazer (núcleo accubens), explicando-se assim as boas sensações que o fumante tem ao fumar. Com a ingestão contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início.
Esse efeito é chamado de tolerância à droga. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros. De tal forma que, a quantidade média de cigarros fumados na adolescência, nove por dia, na idade adulta passa a ser de 20 cigarros por dia. Com a dependência, cresce também o risco de se contrair doenças debilitantes, que podem levar à invalidez e à morte.

Por que as pessoas começam e continuam a fumar?

Em decorrência da publicidade ser dirigida principalmente aos jovens e fornecer uma falsa imagem de que fumar está associado ao bom desempenho sexual e esportivo, ao sucesso, à beleza, à independência e à liberdade. A maioria dos fumantes torna-se dependente da nicotina antes dos 19 anos de idade. Conscientes de que a nicotina gera dependência, os fabricantes de cigarros gastam milhões de dólares em publicidade dirigidas aos jovens. Apesar da lei de restrição da propaganda de produtos derivados do tabaco, sancionada no Brasil em dezembro de 2000, as falsas imagens continuam influindo fortemente no comportamento de jovens e adultos.

Quais são as doenças causadas pelo uso do cigarro?

O tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. Estima-se que, no Brasil, a cada ano, 200 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo, número que não pára de aumentar.

Existem outras desvantagens em ser fumante?

Os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes. Têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes. Além disso envelhecem mais rapidamente e apresentam um aspecto físico menos atraente, pois ficam com os dentes amarelados, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo.

Quais são os riscos para a mulher grávida?

A mulher grávida que fuma, além de correr o risco de abortar, tem uma maior chance de ter filho de baixo peso, menor tamanho e com defeitos congênitos. Os filhos de fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de não fumantes.

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/tabagismo

Riscos que o Tabagismo Causa